sábado, 6 de agosto de 2011

Faltam engenheiros para obras que se espalham pelo país.

Canteiros se multiplicam impulsionados pelas taxas de crescimento e tarefas gigantescas, como preparar o país para a Copa, as Olimpíadas e as obras do PAC; empresas fazem de tudo para atrair estes profissionais cada vez mais cobiçados.

Em Pernambuco, engenheiro jovem não tem dificuldade nenhuma para conseguir emprego, mesmo sem experiência. Nada de festa, nem convidados. A colação de grau antecipada é para quem tem emprego garantido e precisa do diploma. “A gente, na faculdade mesmo, já começa a trabalhar e aí quando se forma já está inserido no mercado”, diz o engenheiro mecânico Rodrigo Fonseca Lima Selva (foto 1)
E quem correu para entrar no mercado está rindo à toa. Marília (foto 2) nunca imaginou que receberia tantas propostas de emprego. “Eu tive oportunidade de escolher entre quatro empresas para poder trabalhar”,
Os canteiros de obras se multiplicam por todo país, impulsionados pelas taxas de crescimento da economia e algumas tarefas gigantescas como preparar o país para a Copa do Mundo, as Olimpíadas e construir as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O problema é que faltam engenheiros para tantas obras e as empresas estão fazendo de tudo para atrair estes profissionais cada vez mais cobiçados.

José Wilk (foto 3) saiu de João Pessoa há uma semana para trabalhar na construção de casas populares em Barreiros, interior de Pernambuco.

Quem dá o treinamento também é novo na profissão. Tafarel, de 23 anos, formado há um ano, já foi promovido. E o salário inicial pulou de R$ 4.600,00 para R$ 5.600,00 em três meses. “Daqui a um tempo, eu pretendo assumir uma chefia de obra”, ele diz.

Engenheiro muito experiente é disputado a peso de ouro. “Esta obra daqui nós temos engenheiros, hoje, de R$ 12 mil a R$ 20 mil”, afirma o coordenador de obras Valdemir José Henz.

As universidades brasileiras formam 32 mil engenheiros por ano, mas ainda é pouco. “Nós temos que dobrar a quantidade de engenheiros no mercado para atender já esta demanda até 2014. Acho que podemos chamar a juventude para acreditar nas profissões das áreas tecnológicas”, destaca José Mário Cavalcanti, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura

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